
Se há “palavras que nos beijam” como dizia Alexandre O’Neill; há pratos e sabores, aromas e cores, que nos abraçam e confortam a alma. Este petisco é um desses casos.
O dia do pai, desperta-me sentimentos ambíguos e contraditórios. Porque sou pai, mas também sou filho.
Em Santarém, por ser feriado municipal, o dia de São José ou dia do pai, sempre foi vivido de modo diferente. É dia de festa e romaria. Por ser feriado o pai estava em casa, e eu e a minha irmã, acordavamos mais cedo para, orgulhosos e sorridentes, ofertar e acarinhar o nosso pai, como os meus filhos ontem fizeram.
Este prato só me lembro de o comer com o meu pai. Entrávamos na Tasca do Quinzena, um dos ex-libris de Santarém. Ele, vaidoso, com uma festa firme na nuca encaminhava-me para aquele mundo de homens. De vozes e cores. De aromas. De sabores, muitos sabores. Eu, vaidoso, absorvia aquele mundo como uma esponja.
Haviam pratos e condimentos que constituíam uma espécie de ritual de iniciação, de passagem. Este era um deles: túbaros de porco fritos.
Esta é a minha versão. Túbaros de porco de fricassé com pimenta rosa.
Fiz assim.
Cortei os túbaros em fatias grossas e temperei de sal e pimenta. Levei a fritar em azeite. Retirei da frigideira e levei a escorrer num passador de rede durante ap. uma hora. Depois cortei em cubos e temperei com bastante sumo de limão e alhos laminados.
Deixei a marinar durante umas horas e voltei a levar a fritar em azeite bem quente. Rectifiquei os temperos, retirei a carne e juntei mais um pouco de sumo de limão e uma gema de ovo para o fricassé.

Servi com salsa e pimenta rosa moída.
Atreva-se!
Experimente e comente! Bom apetite!
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“Aqueles cujo nome não podemos pronunciar”….mistério insondável da nossa mente, dos nossos sonhos, do nosso segredo mais bem guardado…. pelo menos, o sonho, o segredo, ninguém pode descobrir… nem cercear….
gostei de tudo!
beijo
Bonito texto,bonita foto, deliciosa receita.. gostei de tudo.
Feliz Páscoa.bjs
Pois nunca me atrevi… gostei da narrativa!
Boa Páscoa!