Pennoni com tiras de perú e cogumelos

Tenho a dispensa cheia de vários tipos de  massa, de todas as  cores e feitios.
Como por vontade dos  meus filhos cozinhava massa todos os dias, vou tentando variar o tipo de massas e o modo de confecção.

Um pacote de massas penonni, uma espécie de macarrão muito maior. Meia dúzia de pennoni enchem um prato!

Bifes de perú que cortei em tiras finas, e temperei de sal, pimenta, gengibre em pó, alhos e louro. Numa frigideira grande fritei as tiras de perú em azeite quente.

Decidi fugir ao molho de natas ou bechamel que o perú costuma pedir.

Enquanto cozia a massa segundo as instruções do pacote, em água aromatizada com cardamomo, um dente de alho e azeite, fiz um pouco de caldo de carne com um daqueles cubinhos mágicos. Limpei bem os cogumelos e lavei-os de seguida.

Envolvi um pouco de concentrado de tomate na carne e reguei com o caldo de carne quente. Tapei e deixei cozinhar em lume brando.Juntei os cogumelos inteiros.

Depois salpiquei com um pouco de farinha Maizena para ligar e engrossar o molho. Ficou com uma cor e uma textura bonita.

Empratei a massa escorrida com oregãos,o perú, os cogumelos e um pouco de alface.

Rápido e agradável. Esta massa é muito boa e versátil. Bom apetite, experimente e comente!

Polvo em Azeite e Alho, Batata a Murro, Broa e Grelos

Inspirado no Polvo à lagareiro e numa criação do amigo Avental.

Polvo congelado. Broa de milho.Bom azeite. Batatas novas pequenas.Um molhe de grelos de nabo. Ervas e especiarias. Alhos.

Cozi o polvo na panela de pressão durante 20 minutos. À água da cozedura juntei sal, 4 ou 5 cravinhos espetados numa cebola, grãos de pimenta, hortelã e um fio de azeite.

Lavei e escovei bem as batatas. Envolvi-as em sal grosso, alecrim, pimenta e azeite. Levei ao forno a assar. No fim de assadas, chamei o filhote para dar murros às batatas. Depois de esmurradas reguei com mais um pouco de azeite e voltaram ao forno.

Separei os tentáculos do polvo e levei ao forno numa cama de azeite e cabeças de alho às quais retirei a parte de cima. Além de aromatizarem o azeite aproveitam-se para decorar o prato.

Cozi os grelos em água salgada. Empratei num aro a broa regada com o azeite do polvo e os grelos por cima. O polvo e as batatas e uma das cabeças de alho completaram o ramalhete.

Ficou muito bom. Comente e experimente!

Bife de Atum com Fusilli Bucati

Atum com massa, uma combinação perfeita. Simples, prática e versátil.

Comprei uns bifes de atum, que cá em casa fazem um sucesso enorme pois não possuem espinhas nem pele. Carne a saber a peixe diz a filhota.

Um pacote de fusilli bucati que comprei entre muitos outros tipos de massa num super-mercado cujo nome começa e acaba em L. Nesta promoção bons preços e uma variedade enorme de massas, de todas as cores e feitios. Recomendo.

O atum temperei-o de sal e limão. Cozi a massa segundo as instruções do pacote, em água aromatizada com açafrão, 2 sementes de cardamomo, um fio de azeite e sal.

Fritei o atum em azeite abundante e bem quente para selar os sucos, tendo o cuidado de não o deixar cozinhar demais.Juntei ao azeite algumas lâminas de alho seco e uns grãos de pimenta.

Escorri a massa e juntei um pouco de natas e noz-moscada moída na altura.

Empratei com rodelas de tomate, polvilhei a massa com queijo Manchego ralado( eu tenho a mania de ralar o queijo em casa). Reguei o atum com o azeite, os alhos e a pimenta.

Simples, rápido, nutritivo e delicioso.

Acompanhei com um vinho branco do Casal Branco, marca Cork Grove da casta Fernão Pires, comprado em Almeirim na loja da  adega.

Agradável e com uma boa relação qualidade/preço. Aconselho também uma visita à loja da adega, uma das mais bonitas e agradáveis que conheço.

Bom apetite! Comente e experimente!

Rinzada de Borrego, Couscous de Hortelã e Azeite de Flores de Rosmaninho

Comprei no fim de semana um pequeno frasco de flores de rosmaninho. O rosmaninho ou alecrim tem um aroma característico e único. Os romanos (hoje tenho alguma dificuldade em pensar em Romanos-2 – Sporting – 1) designavam-no como rosmarinus, que em latim significa orvalho do mar.

Tenho da minha infância recordações de fogueiras enormes de rosmaninho que perfumavam o ar das noites de verão. De carne assada na brasa a que se juntava um ramo de rosmaninho ou alecrim e que dava um perfume único à mesma.

Com o frasco em casa, tentei recriar um pouco desses aromas.

A carne teria de ser borrego. Umas costeletas finas da rinzada, que temperei de flor de sal. Uns bróculos e umas cenouras cozidas para acompanhar.

Aproveitei a água da cozedura das cenouras, juntei-lhe um pouco de caldo de carne e no final, bastante hortelã para aromatizar. Utilizei este caldo para preparar os couscous.

Num recipiente pequeno coloquei bom azeite, 3 ou 4 flores de rosmaninho e grãos de 3 pimentas. Fervi em lume brando e no final juntei um pouco de mel que incorporei no azeite.

Grelhei as costeletas em lume bem forte, tendo o cuidado de não deixar passar demais para manter os sucos da carne.

Servi com os couscous que repousaram e cozeram no caldo aromatizado e os legumes.

Reguei com o azeite de rosmaninho e mel, e salpiquei com alguns grãos de pimenta.Ficou muito agradável, o sabor forte do rosmaninho era atenuado pelo aroma da hortelã e resultou num contraste perfeito.

Acompanhei com um  tinto Conventual 2004 Reserva. Um típico alentejano que cumpriu mas sem deslumbrar.

Comente e experimente. Bom apetite.

Golpe de Rins

Tenho, como muitos de vós, um problema com os rins. Não com os meus, felizmente, mas com os de porco, ou borrego!

Ninguém gosta cá em casa. Todos menos eu.

Eu adoro. Fazem-me lembrar os fins de tarde de Domingo, depois do futebol. No caminho para casa, passávamos pelo Quinzena. Eu punha-me em bicos dos pés e engrossava a voz. Aspirava os cheiros, bebia os sons com gasosa e tinto e molhava o pão nas conversas que me faziam crescer à pressa.

Ainda hoje, numa “prova cega de aromas” reconheceria o aroma dos rins de porco do Quinzena.

De vez em quando, compro 3 ou 4 rins de porco. Lavo-os bem e mergulho-os em vinagre durante uma ou duas horas.

Lavo-os de novo, e tempero com sal, pimenta em grão, louro, alhos laminados e uma mistura de vinho tinto e vinho branco. Deixo marinar por umas horas.

Depois, frito em azeite bem quente, escorrendo o líquido. Após a fritura junto parte da marinada e deixo apurar lentamente, até ficar um molho espesso.

Emprato num aro com rodelas finas de batata cozida, ovo cozido em fatias e por fim os rins. Rego com o molho e salpico com ervas.

Eles ficam a olhar para o prato. Eu como!

 

Comente e experimente!

Red Hot Chili Peppers

Preciso de ajuda para aproveitar estas meninas que a minha santa sogra me deu. Podia ir ao Google ou utilizar as dicas que fui ouvindo ao longo da vida, mas prefiro a vossa ajuda.

Durante anos o meu pai fazia o nosso piri-piri, qual alquimista. Nunca era igual, sendo certo que era sempre bom.

Tendo aprendido muito do que sei de cozinha com ele, a cozinhar e a comer com ele, nunca tive coragem de me abalançar ao piri-piri. Quase como se fosse preciso uma pós-graduação de “muitos anos a virar frangos” para destilar tal precioso elixir.

Hoje, quando recebi o saquinho das malaguetas, lembrei-me dele com saudade e pensei que seria uma óptima oportunidade para aprender receitas de piri-piri caseiro, testadas e comprovadas por gerações e famílias inteiras. Portuguesas e não só!

Conto convosco! Obrigado!

Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

 Porque, como vocês, não passo o dia a pensar em comida.

Porque há milhões de pessoas famintas, aqui fica a minha pequena contribuição. É pouco, mas se muitos fizermos um pouco…!

Saiba mais aqui .