Perna de borrego com folhado de queijo de ovelha e legumes

Como ainda tinha algumas das flores de rosmaninho que utilizei aqui , decidi-me a uma variação sobre o tema borrego e rosmaninho.

No talho pedi que me cortassem uma perna de borrego em pedaços altos à laia de tornedó. Fiz uma mistura com as flores de rosmaninho e alecrim e passei a carne por ela, pressionando um pouco para que as folhas se colassem à carne.

Levei a carne a uma frigideira anti-aderente, bem quente e sem gordura, o que criou uma crosta com as ervas e selou a carne.

Num tabuleiro de ir ao forno, fiz uma cama com gomos de cebola, alho e azeite e deitei a carne. Levei ao forno.

Faltavam os acompanhamentos. Ervilhas? Queijo?! Porque não! Um queijo de ovelha a derreter-se para contrapor o sabor das ervas.

Tinha uns pequenos queijos de ovelha no frigorífico e uma folha de massa folhada. A massa ia aprisionar o calor e o sabor do queijo e iria adicionar novas texturas ao conjunto.

Fiz assim. Umas trouxas grosseiras, que levei ao forno.

Na wok, fiz um salteado de ervilhas, pimentos, batatas novas pequenas, cenouras.

Empratei uma fatia da perna, com um folhado de queijo. Os legumes salpicados com o azeite da cebolada.

Resultou bem, e o folhado de queijo fez sucesso com a pequenada.

O “grand finale” foi o vinho. Um dos melhores vinhos que bebi nos últimos meses e que recomendo vivamente para a ceia de Natal, por exemplo.

O IKON da Fiuza , comprado na loja da adega em Almeirim e acabado de sair para o mercado. Um topo de gama com 15º, garrafa numerada, aroma a compota, frutos silvestres e menta.

Com bom corpo, final prolongado e complexo., o IKON foi um dos vinhos premiados no Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados de 2007 que decorreu em Santarém em Junho.

Ficam aqui os resultados em jeito de guia de compras para os tempos que se aproximam.

Bom apetite. Experimentem e comentem!

Salmão com migas de batata

O salmão é um dos peixes mais consumido cá em casa. Além de ser saudável é bastante versátil, permitindo elaborar receitas das mais práticas às mais elaboradas com igual agrado e aprovação.

Esta proposta é apenas uma variante ao salmão grelhado com batata cozida e salada.

Temperei uns lombinhos de salmão com sal e sumo e raspa de lima e deixei marinar uma meia hora.

Para acompanhamento lembrei-me de umas migas de batata com massa de pimentão, um pouco por culpa do amigo Avental. Depois desta maravilhosa sopa tinha de comer algo com massa de pimentão!

Cozi batatas novas em água e sal. Tive o cuidado de não as deixar cozer em demasia. De seguida utilizei o esmagador da foto para esmagar as batatas grosseiramente, de modo a que se sintam ainda alguns pedaços inteiros de batata. Numa frigideira coloquei um pouco de azeite, banha de porco preto, uma colher de massa de pimentão e um dente de alho esmagado. Deixei ferver um pouco e depois misturei nas batatas esmagadas, envolvendo tudo.

Levei os lombinhos a uma frigideira anti-aderente  bem quente sem gordura nenhuma. Deixei cozinhar um pouco apenas para o peixe ficar tostado por fora e suculento por dentro.

Empratei as migas num aro. Cobri com umas rodelas de ovo caseiro cozido. Juntei rabanetes, alface e delícias (para desagrado de alguns amigos visitantes :D).

Ficou assim e ficou bom. Bom apetite! Experimente e comente!

Caril de tamboril e frutos do mar

Adoro a cozinha asiática, em grande parte, pelo uso que fazem das especiarias, pela cor  e pelos aromas.

Uma receita de caril, seja de frango, lulas, camarão ou de coelho como a amiga Anna tão bem nos mostrou é sempre um regalo para os sentidos.Todavia o meu preferido é caril de tamboril. O peixe absorve os sabores das especiarias, da fruta, mantendo a sua textura firme e um pouco do seu sabor.

Como não tenho o talento nem a virtude da Marizé , não fiz o meu próprio caril, e usei os meus frasquinhos de especiarias que procuro e guardo religiosamente, qual alquimista.

Na wok, levei ao lume uma cebola picada, dois alhos, alguns tomates cherry, tiras de pimento amarelo e vermelho e refresquei com bom vinho branco. Juntei pedaços de manga não muito madura aos cubos e deixei cozinhar.

Quando o tomate e a manga libertaram os seus sucos juntei as especiarias. Caril principalmente, mas também um pouco de açafrão, gengibre em pó e duas malaguetas secas picadas. Adicionei o tamboril e algum miolo de camarão e esperei um pouco.

Reguei com cerca de 200 ml de leite de coco. Gosto que o coco se insinue, mas que não se sobreponha aos demais sabores, e por isso não o coloco todo de uma só vez.

A este caldo de aromas juntei alguns camarões, mexilhões e delícias do mar que deixei cozinhar o mínimo possível. Com o lume já apagado salpiquei generosamente com coentros frescos e uns pingos de lima.

À parte cozi o arroz basmati em água aromatizada com cardamomo. Servi o caril por cima do arroz e acompanhei com um barato e honesto JP branco de 2006.

Fez sucesso e o aroma das especiarias pela casa já é meia refeição.

Bom apetite! Experimente e comente!

Às vezes, os sonhos são…de bacalhau!

Esta foi a pedido da minha filhota Margarida que adora bacalhau e… sonhos!

Como nunca tinha feito tive de me socorrer do meu fiel amigo “O Mestre Cozinheiro” que reza assim:

“Num tachinho deitam-se dois decilitros e meio de água, umas pedrinhas de sal e 130 gramas de farinha. Leva-se ao lume até cozer a farinha, mexendo sempre rapidamente para a farinha não se pegar ao fundo do tacho. Já fora do lume juntam-se-lhe 20 gramas de manteiga, 125 gramas de bacalhau desfiado, cru e demolhado, 2 gemas e 4 claras batidas em castelo. Bate-se bem e junta-se, só no fim uma colherzita de fermento. Fritam-se os sonhos em bastante azeite ou óleo, bastando uma colher de chá de massa, para cada sonho.”

Eu reforcei um pouco a dose de bacalhau e usei-o cozido e “picado”. Juntei à massa um pouco de gengibre fresco ralado que resultou muito bem. E como utilizei farinha com fermento não precisei de o adicionar no fim.

Durante a fritura utilize um pauzinho chinês ou algo parecido para, com um toque fazer rodar os sonhos de modo a que fritem uniformemente.

Acompanhei com um arroz de legumes porque a Margarida diz que não gosta de arroz de tomate.

Bom apetite. Experimente e comente!

Peito de frango com alheira de Mirandela e molho de laranja e moscatel

Tinha uns peitos de frango para cozinhar e lembrei-me duma receita que vi num programa da RTPN do Chefe Hélio Loureiro em que ele fez uns peitos de frango com farinheira.

Tinha no frigorífico uma boa alheira de Mirandela e decidi que iria substituir a farinheira pela alheira. Além de ter um sabor menos intenso, a alheira é composta em grande parte por carne de aves e por isso deveria resultar bem.

Dei um golpe nos peitos para os poder rechear e com umas horas de antecedência temperei-os de sal, alho, louro, casca de limão e gengibre fresco ralados e uma pitada de pimenta. Reguei com sumo de limão e um pouco de vinho Moscatel.

Na altura de os cozinhar hesitei em fritá-los ou levá-los à grelha. Grelhei-os na chapa bem quente e grelhei também a alheira à qual depois de cozinhada retirei a pele e aproveitei o recheio.

A beber um Moscatel Alambre da José Maria da Fonseca que me fazia lembrar laranjas lembrei-me de fazer um molho que contrastasse com o sabor das aves.

Com um canelador retirei várias tiras de casca a uma laranja e aproveitei o seu sumo. Levei ao lume a reduzir com 1 dl de Moscatel.

Depois dos peitos grelhados, recheei com a alheira, prendi com uns palitos e levei ao forno para finalizar.

Servi com uma flor de rabanete e uma salada de alface e reguei os peitos com o molho de laranja e moscatel.

Ficou bonito e resultou bem.

Bom apetite. Experimentem e comentem!

Ananás em calda de açucar mascavado, cardamomo e hortelã

Uma maneira diferente e prática de comer um dos meus frutos preferidos.

A calda retira a acidez excessiva ao passo que o cardamomo e a hortelã emprestam novos sabores e aromas ao conjunto. Simples e rápido.

Utilizo meio ananás cortado em pedaços médios ( na foto fiz com abacaxi mas fica melhor com ananás dos Açores), um pouco de açucar mascavado, 4 ou 5 vagens de cardamomo e um ramo de hortelã fresco.

Numa frigideira anti-aderente coloquei o açucar mascavado e fiz uma calda com um pouco de água. Juntei as vagens de cardamomo ligeiramente esmagadas para que lentamente libertassem as pequenas sementes para a calda.

Retirei do lume e deixei arrefecer um pouco. Reguei o ananás com a calda e levei ao frio. Uns minutos antes de servir juntei doses generosas de hortelã.

Sirvo os pedaços com um pouco de calda.

Podem aromatizar a calda com um pouco de rum, raspa de limão, moscatel, enfim. A partir desta base podem variar à vossa vontade.

Bom apetite!Experimentem e comentem!

Feliz dia de São Martinho!

A todos os amigos e visitantes!

Saúde!