Feliz 2008!

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Canja de Galinha SPN

Decerto não serei o único a sofrer daquilo a que eu chamo de síndrome pós-Natal. Só hoje ao almoço conseguimos acabar com os deliciosos restos da Consoada e quando nos questionámos sobre o jantar, a resposta foi unânime e  inequívoca:

-Canja de galinha.

Todavia, com o palato bem habituado dos últimos dias, apetecia-me algo diferente da tradicional canja à portuguesa.

Com a despensa cheia de noodles e massas asiáticas variadas desde a minha recente visita à capital e graças  às dicas da Pipoka, a habitual dúvida entre arroz e massa estava desfeita.

Peguei nestes deliciosos e finos noodles, numa latinha de milho baby e decidi utilizá-los na canjinha.

Numa panela coloquei água a ferver, dois dentes de alho picados, uma cebola em rodelas  finas, um pouco de linguiça de porco preto, uma casca de limão e meia galinha do campo a cozer.

Cortei em tiras finas uma cenoura e os milhos em metades. No fim da galinha cozer, retirei e desfiei a carne. Na água fervente coloquei a cenoura e a massa e esperei poucos minutos.

Servi com as metades de milho, a linguiça em tiras finas, a carne desfiada, bastante hortelã e um pouco de sumo de limão no final.

Foi a refeição ideal para combater os excessos dos últimos dias e o frio que vem chegando.

Retemperadora e aconchegante, resultou muito bem.

Bom apetite, experimentem e comentem!

O velhote apareceu…e foi um bacano!

Porque  a lareira estava acesa…

…e talvez atraído pelo maravilhoso aroma das merendeiras…

..e do pão cozido a lenha…

…o velhote contra todas as regras de segurança, entrou pela janela… (não façam isto em casa :D)

…dançou breakdance…

…e enfrascou-se com este e outros vinhos.

Com a emoção, e porque passou grande parte da noite com as mãos na massa , o repórter fotográfico esqueceu-se de fotografar o cabritinho no forno a lenha, o belo do bacalhau, a catrefa de doces e os demais néctares provados.

Para o ano há mais.

Ameijoas Dona Ermelinda

Se muitas vezes escolho o vinho em função do prato  que  cozinhei, outras há em que é o desejo de beber determinado vinho que determina o prato.

Impressionado por um vinho branco que bebi e cheio de saudades do Verão, decidi-me por umas ameijoas à Bulhão Pato.

Simples, rápidas e deliciosas. Como o Dona Ermelinda branco de 2006 de que falei no último post.

Abri-as em alho, azeite e coentros. Reguei com sumo de limão.

Só faltou uma esplanada à beira-mar!

Massa à barrão

O Rio Tejo que atravessa o Ribatejo, dividiu-o , cultural, histórica e etnográficamente,na zona de Santarém, entre o bairro, na margem norte, e a lezíria na margem sul. Essa divisão, embora não seja radical e estanque, nota-se nos trajes, nos costumes, nas tradições e até na gastronomia.

O bairro é constituído por zonas de algum relevo, com costumes e trajes mais sóbrios, enquanto na lezíria são as cores garridas e o ritmo frenético do fandango que reinam no peito dos campinos e nos campos a perder de vista.

Esses campos da lezíria, eram em tempos idos, quando o trabalho agrícola era eminentemente manual, invadidos por mão-de-obra de outras zonas, que sazonalmente, emprestavam à lezíria o seu suor, mas também as suas tradições, a sua música, a sua gastronomia.

Gaibéus, avieiros e barrões. Barrões, por virem da zona do bairro, e que deixaram por cá a massa à barrão, que hoje constitui um dos pratos típicos do Ribatejo.

Os ingredientes da massa à barrão são o bacalhau, os pimentos, tomates, batatas e massa. Como prato de gente humilde era feito com as badanas e o rabo do bacalhau.

Na minha versão utilizo postas do lombo que cozo de modo a ficar em lascas. Junto também grão que não consta da receita original.

Faço assim:

Faço um refogado com cebolas, alho, um pouco de toucinho e azeite. Junto pimento em tiras. Refresco com bom vinho branco. De seguida o tomate em pedaços e deixo cozinhar um pouco.

Previamente cozi o bacalhau que parto em lascas e reservo a água da cozedura.

Junto as batatas partidas em cubos, o grão de lata, e, finalmente a massa. Adiciono q.b. a água de cozer o bacalhau de modo a ficar caldoso. Uns momentos antes de servir, junto o bacalhau em lascas e  perfumo com coentros.

É um dos meus pratos favoritos. Um festival de cores e sabores, que acompanhei com um Dona Ermelinda branco de 2006 comprado na adega da Casa Ermelinda Freitas em Fernando Pó. Veja aqui, a apreciação feita pelo amigo Pingus Vinicus do Pingas no Copo, e que assino por baixo.

Excelente vinho! Bom apetite!Experimentem e comentem.

Bacalhau à Mãe

Durante a minha infância e adolescência, haviam duas receitas de bacalhau que eram frequentes e bastante apreciadas por mim e pela minha irmã.

Uma era feita pelo meu pai. Cresci a vê-lo cozinhar, o que, em grande parte, contribuiu para a paixão que tenho pelos tachos.

Outra era feita pela minha mãe, e por isso, baptizei-os, na altura, de acordo com o autor.

Esta receita de “bacalhau à mãe” faz parte do meu legado gastronómico familiar e das minhas memórias de sempre.

Desta vez com uma ligeira “nuance”, na courgette e no feijão, mas sem desvirtuar o resultado final.

Num tacho grande ponho a cozer batatas, cenouras e ovos, tendo o cuidado de não deixar cozer em demasia.

Noutro tacho, coloco as postas de bacalhau em leite, e deixo ao lume até levantar fervura. Apago o lume, abafo com um pano e deixo arrefecer um pouco.

Na frigideira faço um refogado muito ligeiro com cebola em rodelas finas, alho laminado e courgette com um pouco de  azeite.

Num pyrex, coloco a cebolada no fundo, o bacalhau em lascas. A cenoura em rodelas, meia lata de feijão branco, azeitonas pretas, a batata em rodelas finas e por fim os ovos.

Faço um molho branco com o leite que cozeu o bacalhau, farinha Maizena, noz moscada, manteiga. Rectifico de sal e pimenta e cubro as camadas de legumes e bacalhau com o molho.

Adiciono um pouco de queijo ralado por cima e levo a gratinar no forno.

Neste caso servi com bróculos cozidos no vapor, mas vai muito bem com qualquer tipo de salada.

Acompanhei com um Adega de Pegões branco de que já falei aqui e que funcionou muito bem.

Bom apetite! Experimentem e comentem!

O velhote era um bacano…

… se no sapatinho colocasse um destes desejos.

Para eventuais interessados, aqui fica a wishlist do Amigos do Balde!

1. Esta panela de cocção lenta da Le Creuset que eu ando a namorar faz uns meses largos. Acho que até já sonhei com ela!

2. Uma panela, frigideira, caçarola de cobre da Falk Culinair . São tão lindas que até dá vontade de chorar! Como o preço é condizente, basta uma por ano. Em 2015 tenho o trem completo!

3. Uma garrafa ou várias deste néctar dos deuses que é o Cortes de Cima Reserva 2003 .

A ordem é arbitrária e se no sapatinho aparecer um par de boxers ou umas meias… fico feliz à mesma.

Cozinho é menos bem!!!!

Aproveito para desejar Boas Festas cheias de saúde e coisas boas a todos os meus amigos visitantes!