Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados 2008 – Os premiados

“Entre os dias 13 e 16 de Maio o Centro Nacional de Exposições, em Santarém, decorreu mais uma edição do Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados (C.N.V.E.), onde forão premiados os melhores vinhos nacionais.

Os prémios serão entregues durante o Festival Nacional do Vinho, iniciativa a decorrer entre os dias 11 e 15 de Junho, no âmbito da 45ª Feira Nacional de Agricultura.

Com esta iniciativa, pretende-se estimular a produção de vinhos de qualidade, incentivar o seu consumo moderado, dar a conhecer e apresentar aos consumidores os melhores vinhos produzidos nas diferentes regiões do país, contribuindo assim para a Cultura deste produto.

Mais de 120 provadores foram convidados a participar nos 10 júris do C.N.V.E. 2008, presididos pelos mais conceituados enólogos portugueses. Estes grupos de avaliadores constituídos ainda por escanções, profissionais de restauração, opinion makers e um reputado painel de jornalistas nacionais e estrangeiros, entre outros, irão distinguir a excelência dos melhores vinhos com a atribuição das medalhas de Ouro, Prata e Prémio Prestigio aos melhores classificados.

O concurso contou ainda com 12 provadores internacionais que avaliaram o “Fine Wines Board”, uma avaliação da adaptabilidade dos vinhos aos mercados externos como Inglaterra, Estados Unidos e Alemanha. Durante o evento irá ainda premiar-se “The Best Cork in C.N.V.E. 2008” com a atribuição dos Prémios Prestígio, Ouro e Prata.”

Fica aqui um link para um pdf com os vinhos premiados que poderá imprimir e utilizar como guia para as suas compras e provas.

Deixo já aqui o convite para de 7 a 15 de Junho rumarem a Santarém. Integrados na Feira Nacional de Agricultura/Feira do Ribatejo vamos ter vários certames como o 2º Salão Nacional do Azeite, o 1º Salão Nacional da Alimentação e o Festival Nacional do Vinho!

Deixarei mais pormenores em breve.

Fontes: Portalimentar e CNEMA

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XI Feira do Vinho do Ribatejo

Como ribatejano e grande defensor dos vinhos do Ribatejo não posso deixar passar em branco a XI Feira do Vinho do Ribatejo que vai decorrer de 29 de Maio a 1 de Junho em Alpiarça.

Uma boa sugestão para o fim-de-semana. Consulte aqui o programa, venha visitar-nos e prove e compre alguns dos nossos excelentes vinhos!

Morreu Alfredo Saramago

No meu penúltimo post tinha falado de um livro de que gosto muito cujo autor é Alfredo Saramago.

Com uma personalidade singular foi director da revista Epicur, autor de vários livros e um estudioso da nossa história e tradição gastronómicas.

Faleceu hoje e o “Amigos do Balde” deixa aqui a homenagem ao homem e à obra! Continuar a elaborar e a provar uma das milhares de receitas por si referenciadas será a melhor maneira de lhe agradecer e perpetuar a obra e vida.

Ensopado de cabrito capado dos Amiais

Existe no concelho de Santarém uma freguesia chamada de Amiais de Baixo que aprecio bastante. Habitada por gente genuína, amiga do seu amigo e com um sotaque bastante característico tem nas famosas festas em honra do Mártir São Sebastião um dos seus ex-libris.

Outro, é a maravilhosa carne de capado. Situada no norte do concelho de Santarém, às portas da Serra de Aire, os seus montes e vales, bem diferentes da lezíria ribatejana, são o terreno perfeito para a criação de gado caprino. As carnes ali adquirem um sabor excelente.

As crias são destinadas, se fêmeas, ao aumento do rebanho; se machos, ao abate, quando não em pequenos (cabritos ou borregos), já em adultos. Para um melhor rendimento, mais rápido desenvolvimento e consequente maior peso, “optava-se pela castração dos machos da raça caprina”,  Aos castrados, chamavam habitualmente de “capados” e a sua carne é saborosíssima. Excelente para grelhar na brasa com umas pedras de sal.

Optei desta vez por fazer uma espécie de ensopado com o cabrito capado.

Parti uns bons pedaços da aba e da costela. Escaldei em água a ferver e limpei as gorduras a mais.

Depois deixei a marinar umas horas numa mistura de água fria e vinho branco, sal, rodelas de laranja, dentes de alho, louro e pimenta em grão.

Fiz um refogado com azeite e um pouco de banha, a cebola, alho e louro da marinada, tomate e massa de pimentão.

Juntei a carne e deixei cozinhar. Adicionei cenoura em pedaços e perto do final juntei batatas novas pequenas. Fui rectificando os temperos e juntando um pouco de água conforme a necessidade.

Perfumei generosamente com hortelã. Para fugir ao tradicional pão frito, torrei fatias de pão que perfumei com rosmaninho e azeite.

Servi a carne por cima do pão e as batatinhas a acompanhar.

Harmonizei com um monocasta Syrah da zona de Alenquer.

Este D’Arada de 2005 produzido pela Quinta da Margem D’Arada mostrou ser uma boa opção. Com as características típicas da casta mostrou ser o complemento ideal para os sabores do prato.

Comprei esta e outras no Portal da Vinha e do Vinho de Alenquer sito no antigo Celeiro Real em Alenquer. Uma visita que recomendo pela divulgação dos vinhos da zona e pela recuperação bem conseguida do edifício.

Bom apetite! Experimentem e comentem!

Bacalhau à Ti Palmira

Retirei esta receita dum dos meus livros de cozinha favoritos. “Cozinha para homens – A Honesta Volúpia” de Alfredo Saramago.

É um livro com uma abordagem diferente daquela que o título poderia prenunciar. Um livro para quem sabe, ou pensa que sabe cozinhar, com receitas e dicas muito interessantes.

Esta é uma das minhas preferidas, embora tenha feito umas pequenas alterações.

Utilizei:

-postas do lombo de bacalhau, couve branca( ou lombarda), batatas pequenas novas, alho, cebolas novas, pimenta, alecrim, sementes de coentros, vinho branco;

Fiz assim:

Demolhei as postas de bacalhau como mandam as regras. Retirei as folhas a uma couve branca tendo o cuidado de as deixar inteiras. Cortei a parte do talo  e espalmei-as entre as mãos.

Coloquei a folha de couve numa tábua e cobri com a posta de bacalhau. Temperei com alho laminado, pimenta moída, sementes de coentro e um fio de azeite. Fiz um rolo com outra folha de couve e a ajuda de fio de cozinha (ou um palito). Coloquei num tabuleiro de ir ao forno, salpiquei com colorau e reguei com azeite.

Levei ao forno por aproximadamente meia hora.

Embora a receita referisse umas decerto deliciosas batatas a murro, optei por as descascar e levar ao forno com cebolas novas, alecrim, alho, azeite e um salpico de vinho branco.

Servi então bacalhau com as batatinhas no forno conforme se pode ver.

O bacalhau cozinhado na couve fica suculento pois absorve os sucos da couve e não tem contacto directo com o calor. A couve fica estaladiça por cima e absorve o sabor do azeite e do bacalhau. A batata aromatizada com o alecrim é o complemento perfeito.

Harmonizei com um vinho tinto do Douro de 2005. O Tuella, proveniente do Alto Douro, revelou ser um bom compromisso. Um vinho fácil de beber e de gostar, com as castas da região e a um preço razoável. Nada de surpreendente mas uma boa opção.

Bom apetite! Experimentem e comentem!