Grão com bacalhau no tacho

Esta receita é uma derivação da massa à barrão. É simples, rápida e de sucesso garantido.

Grão com bacalhau no tacho

Usei:

  • alho francês
  • ceboleta ou cebola roxa e chalotas
  • alho
  • batatas primor
  • tomate cherry
  • pimentos laranja
  • louro e sementes de coentro, oregãos
  • 4 lombos de bacalhau
  • grão demolhado de véspera e cozido

Grão com bacalhau no tacho

Fiz uma cama com as cebolas e o alho francês.

Grão com bacalhau no tacho

De seguida coloquei os lombos de bacalhau que cobri com o pimento, alhos laminados, as sementes de coentro e os oregãos. Rodeei o bacalhau com os tomates e as batatas.

Grão com bacalhau no tacho

Reguei com bom azeite e refresquei com bom vinho branco. Tapei e deixei cozinhar. De seguida juntei o grão já cozido e por fim juntei um pouco de coentros no final.

Grão com bacalhau no tacho

Fica assim no prato. Colorido e delicioso. Um festim de cores e aromas.

Acompanhei com um Touriga Nacional da Quinta da Alorna. Um monocasta equilibrado, com um final longo e saboroso. Complemento ideal para o prato.

Quinta da Alorna Touriga Nacional

Bom apetite. Experimente e comente!

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Lulas recheadas

Lulas recheadas

Este é mais um daqueles pratos que é sucesso garantido para os pequenos e graúdos.

Comprei na peixaria umas lulinhas frescas que tratei de rechear. Para isso, piquei os tentáculos, ralei um pouco de gengibre um dente de alho e um filete de anchova de conserva.

Recheei os tubos de lula com este preparado e fechei com um palito. Se tiver mais jeito que eu pode usar agulha e fio de cozinha que fica mais bonito, mas eu gosto de sentir no molho, parte do recheio que vá saindo.

Fiz um ligeiro refogado com chalota picada, refresquei com vinho branco e juntei tomate triturado. Juntei as lulas e deixei cozinhar em lume brando.

Temperei com um pouco de garam masala e umas lascas de côco em barra (pode usar leite de côco que é mais fácil de encontrar).  Rectifiquei o sal, (cuidado que a anchova é muito salgada).

Deixei apurar e juntei umas gotas de sumo de lima no final.

Para acompanhar servi umas batatas primor com casca entaladas ao vapor e depois fritas em azeite e uma cama de espinafres bem verdinhos que apenas levei a “murchar” numa frigideira de modo a ficarem ainda crocantes e estaladiços.

Lulas recheadas

Harmonizei com um branco frutado de 2009. O Espírito Lagoalva Branco.

Espírito Lagoalva Branco

“Muito aromático, vivo e irreverente, com notas de citrinos, alperce, apontamentos minerais. Bela presença de boca, misturando notas limonadas e vegetais, equilibrado, com fresca acidez citrina, num conjunto leve, fino, bastante atractivo. Tudo isto com apenas 12% de álcool e um preço revigorante…” … diz a Revista de Vinhos e eu subscrevo.

Bom apetite. Experimente e comente

Confort food ou feijoada à minha maneira!?

Este fim de semana passado foi desconsolado. Frio, chuva, o Sporting fraquinho, fraquinho ,enfim. Na 2ª feira à tarde, enquanto espreitava o Carnaval do Rio no Youtube para ver se aquecia a alma, decidi-me.

Um convite à família, uma manhã passada na cozinha quente e aconchegante, beberricando umas coisas enquanto cozinho. A manhã perfeita.

A comida? Quente, aconchegante, colorida, retemperadora. Uma bela duma feijoada!

Feijoada

Corri para o talho e comprei um chispe de porco, um porco de entremeada e entrecosto. Um chouriço, um negro e uma farinheira de Almeirim. Meia cabeça de porco fumada. Umas salsichas brasileiras para os putos que não gostam de gordura, ainda!

Feijoada

Comprados no mercado, nas bancas biológicas de sábado, umas maravilhosas cenouras com rama, uns mini-nabos, couve portuguesa e couve lombarda. O feijão é da Compal, branco, duas latas.

Salguei os ossos e a carne de porco de véspera e demolhei a cabeça de porco. No dia seguinte levei a cozinhar em água com hortelã em lume brando por umas horas até estar tenra e a despegar-se dos ossos. Parti a a cabeça de porco fumada em pedaços e cozi-a com o chouriço e o negro. Cozi a farinheira à parte.

Feijoada

Depois de cozidas as carnes e os enchidos, cortei-as em pedaços e reservei.

Fiz um refogado com azeite, banha, cebola e alho, vinho branco. Juntei as salsichas para fritarem um pouco antes dum pouco de polpa de tomate para dar cor.

Feijoada

Juntei as carnes e os enchidos e um pouco da água de cozer as carnes. As cenouras e os nabos. O feijão branco. Envolvi com cuidado.

feijoada

Deixei apurar um pouco. De seguida juntei as folhas de couve ripadas à mão. Gosto de as sentir crocantes e coloridas. Como são biológicas e tenras basta um pouco para ficarem no ponto. Envolvo tudo com cuidado e dcoro com parte dos enchidos fatiados para levar à mesa. Acompanho com um arroz basmati cozido.

Feijoada

Harmonizei com um vinho chileno muito agradável. O Casillero del Diablo. Nome sugestivo para um Cabernet Sauvignon de 2007. Com as caractrísticas da casta bem trabalhadas, revelou-se um bom complemento para a rica feijoada.

Um remédio para a alma em forma de essência de colesterol! Pecar é tão bom!

Bom apetite! Experimente e comente!

Caril de tamboril e frutos do mar

Adoro a cozinha asiática, em grande parte, pelo uso que fazem das especiarias, pela cor  e pelos aromas.

Uma receita de caril, seja de frango, lulas, camarão ou de coelho como a amiga Anna tão bem nos mostrou é sempre um regalo para os sentidos.Todavia o meu preferido é caril de tamboril. O peixe absorve os sabores das especiarias, da fruta, mantendo a sua textura firme e um pouco do seu sabor.

Como não tenho o talento nem a virtude da Marizé , não fiz o meu próprio caril, e usei os meus frasquinhos de especiarias que procuro e guardo religiosamente, qual alquimista.

Na wok, levei ao lume uma cebola picada, dois alhos, alguns tomates cherry, tiras de pimento amarelo e vermelho e refresquei com bom vinho branco. Juntei pedaços de manga não muito madura aos cubos e deixei cozinhar.

Quando o tomate e a manga libertaram os seus sucos juntei as especiarias. Caril principalmente, mas também um pouco de açafrão, gengibre em pó e duas malaguetas secas picadas. Adicionei o tamboril e algum miolo de camarão e esperei um pouco.

Reguei com cerca de 200 ml de leite de coco. Gosto que o coco se insinue, mas que não se sobreponha aos demais sabores, e por isso não o coloco todo de uma só vez.

A este caldo de aromas juntei alguns camarões, mexilhões e delícias do mar que deixei cozinhar o mínimo possível. Com o lume já apagado salpiquei generosamente com coentros frescos e uns pingos de lima.

À parte cozi o arroz basmati em água aromatizada com cardamomo. Servi o caril por cima do arroz e acompanhei com um barato e honesto JP branco de 2006.

Fez sucesso e o aroma das especiarias pela casa já é meia refeição.

Bom apetite! Experimente e comente!

Peito de frango com alheira de Mirandela e molho de laranja e moscatel

Tinha uns peitos de frango para cozinhar e lembrei-me duma receita que vi num programa da RTPN do Chefe Hélio Loureiro em que ele fez uns peitos de frango com farinheira.

Tinha no frigorífico uma boa alheira de Mirandela e decidi que iria substituir a farinheira pela alheira. Além de ter um sabor menos intenso, a alheira é composta em grande parte por carne de aves e por isso deveria resultar bem.

Dei um golpe nos peitos para os poder rechear e com umas horas de antecedência temperei-os de sal, alho, louro, casca de limão e gengibre fresco ralados e uma pitada de pimenta. Reguei com sumo de limão e um pouco de vinho Moscatel.

Na altura de os cozinhar hesitei em fritá-los ou levá-los à grelha. Grelhei-os na chapa bem quente e grelhei também a alheira à qual depois de cozinhada retirei a pele e aproveitei o recheio.

A beber um Moscatel Alambre da José Maria da Fonseca que me fazia lembrar laranjas lembrei-me de fazer um molho que contrastasse com o sabor das aves.

Com um canelador retirei várias tiras de casca a uma laranja e aproveitei o seu sumo. Levei ao lume a reduzir com 1 dl de Moscatel.

Depois dos peitos grelhados, recheei com a alheira, prendi com uns palitos e levei ao forno para finalizar.

Servi com uma flor de rabanete e uma salada de alface e reguei os peitos com o molho de laranja e moscatel.

Ficou bonito e resultou bem.

Bom apetite. Experimentem e comentem!

Feliz dia de São Martinho!

A todos os amigos e visitantes!

Saúde!

Noodles “achinesados”

Sou grande admirador da cozinha asiática, chinesa, tailandesa e japonesa. Dada a especificidade da mesma e a dificuldade em encontrar os ingredientes apropriados, pelo menos aqui em Santarém, as minhas primeiras aventuras asiáticas não foram muito bem sucedidas.

Hoje em dia já se encontram mais facilmente os ingredientes pelo que decidi-me a tentar de novo, até porque os filhotes são loucos pelas massas dos chineses. Isto é apenas a minha versão da coisa, despretensiosa e ignorante, mas que a avaliar pelos pratos no final resultou em cheio.

Comprei uma embalagem de noodles (prefiro-os à massa de arroz), cogumelos asiáticos desidratados, rebentos de soja e uns molhos variados.

Cortei uma cebola em meias luas e laminei 2 dentes de alho que salteei no wok com óleo em lume forte. Juntei carne de porco em pedaços pequenos, um punhado de ervilhas, cenoura e os cogumelos previamente preparados.

Antes de juntar os noodles cozidos em água aromatizada com gengibre e açafrão, adicionei os rebentos de soja e camarão cozido e descascado. Envolvi tudo e temperei com um um pouco de molho de peixe e um pouco de molho de ostra. Aconselho a que provem os molhos antes pois, pela minha experiência, cada marca tem um teor de sal diferente o que pode estragar o prato.

Servi e decorei o prato com uns salpicos adicionais de molho de ostra para dar cor.

Acompanhei com um vinho tinto argentino, o Misterio da Finca Flichman, um produtor que é relativamente fácil de encontrar por cá e que tem boas propostas a preços razoáveis.

Este Misterio de 2005, 100% da casta Shiraz e envelhecido em carvalho por quatro meses revelou-se uma boa surpresa. Um vinho fácil de gostar e beber, onde a fruta impera mas com um um final sofisticado e misterioso. A companhia ideal para o prato.

Bom apetite. Experimente e comente!