Chilli com carne e broa de milho

Este últimos dias, frios e chuvosos, são o pretexto ideal para um prato reconfortante. Daqueles que nos acaricia a alma a cada garfada.

Tinha visto no programa da Nigella Watson, uma morena balzaquiana e roliça que lambuza os dedos enquanto cozinha, uma receita de chilli com carne com cobertura de pão de milho.

Decidi adaptá-la e o resultado foi muito interessante.

Usei:

  • 1kg de carne de vaca picada
  • 0,5 kg de carne de porco picada
  • 2 cebolas
  • azeite
  • 1 lata de tomate
  • 2 latas de feijão encarnado
  • louro
  • 1 colher de chá de garam masala
  • 2 malaguetas secas
  • pimenta da terra dos Açores (opcional)
  • molho inglês
  • ketchup
  • açucar mascavado
  • 2 colheres de chá de cacau
  • alho em pó
  • 1 broa de milho
  • queijo ralado para gratinar

Chilli com carne e broa de milho

Piquei as cebolas que refoguei ligeiramente em azeite. Juntei as especiarias, o alho em pó, as malaguetas picadas, o louro.

Adicionei a carne moída e mexi com um garfo para a separar. Deixei cozinhar um pouco e após juntei o tomate passado. Após uma hora em lume brando, juntei o cacau, o molho inglês, o açucar e o ketchup de modo a temperar a acidez excessiva do tomate e das malaguetas.

Chilli com carne e broa de milho

Juntei o feijão encarnado e deixei apurar o conjunto.

Chilli com carne e broa de milho

Na picadora, piquei uma broa com uma colher de azeite, para ligar e não ficar demasiado seca.

Chilli com carne e broa de milho

Ralei uma boa quantidade de queijo. Usei São Miguel que trouxe dos Açores.

Apaguei o lume da carne  e deixei arrefecer. Deste modo o conjunto fica mais espesso e aguenta melhor a cobertura.

Chilli com carne e broa de milho

Cobri com a broa e por cima coloquei o queijo. Levei ao forno para tostar a broa e gratinar o queijo.

Chilli com carne e broa de milho

Servi, guarnecido com um pouco de pimenta-da- terra dos Açores para dar cor.

Chilli com carne e broa de milho

Ficou assim. Rico em cor e texturas. Untuoso e crocante. Reconfortante e prenhe de sabor.

Cortes de Cima - Trincadeira 2008

Acompanhei com este maravilhoso Trincadeira 2008 das Cortes de Cima. Aroma de ameixa e frutos vermelhos e um pouco de canela. Redondo e frutado na boca e muito suave de taninos mostrou ser boa companhia para o prato e poder evoluir ainda bastante na garrafa.

Experimente e comente!

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Grão com bacalhau no tacho

Esta receita é uma derivação da massa à barrão. É simples, rápida e de sucesso garantido.

Grão com bacalhau no tacho

Usei:

  • alho francês
  • ceboleta ou cebola roxa e chalotas
  • alho
  • batatas primor
  • tomate cherry
  • pimentos laranja
  • louro e sementes de coentro, oregãos
  • 4 lombos de bacalhau
  • grão demolhado de véspera e cozido

Grão com bacalhau no tacho

Fiz uma cama com as cebolas e o alho francês.

Grão com bacalhau no tacho

De seguida coloquei os lombos de bacalhau que cobri com o pimento, alhos laminados, as sementes de coentro e os oregãos. Rodeei o bacalhau com os tomates e as batatas.

Grão com bacalhau no tacho

Reguei com bom azeite e refresquei com bom vinho branco. Tapei e deixei cozinhar. De seguida juntei o grão já cozido e por fim juntei um pouco de coentros no final.

Grão com bacalhau no tacho

Fica assim no prato. Colorido e delicioso. Um festim de cores e aromas.

Acompanhei com um Touriga Nacional da Quinta da Alorna. Um monocasta equilibrado, com um final longo e saboroso. Complemento ideal para o prato.

Quinta da Alorna Touriga Nacional

Bom apetite. Experimente e comente!

Lulas recheadas

Lulas recheadas

Este é mais um daqueles pratos que é sucesso garantido para os pequenos e graúdos.

Comprei na peixaria umas lulinhas frescas que tratei de rechear. Para isso, piquei os tentáculos, ralei um pouco de gengibre um dente de alho e um filete de anchova de conserva.

Recheei os tubos de lula com este preparado e fechei com um palito. Se tiver mais jeito que eu pode usar agulha e fio de cozinha que fica mais bonito, mas eu gosto de sentir no molho, parte do recheio que vá saindo.

Fiz um ligeiro refogado com chalota picada, refresquei com vinho branco e juntei tomate triturado. Juntei as lulas e deixei cozinhar em lume brando.

Temperei com um pouco de garam masala e umas lascas de côco em barra (pode usar leite de côco que é mais fácil de encontrar).  Rectifiquei o sal, (cuidado que a anchova é muito salgada).

Deixei apurar e juntei umas gotas de sumo de lima no final.

Para acompanhar servi umas batatas primor com casca entaladas ao vapor e depois fritas em azeite e uma cama de espinafres bem verdinhos que apenas levei a “murchar” numa frigideira de modo a ficarem ainda crocantes e estaladiços.

Lulas recheadas

Harmonizei com um branco frutado de 2009. O Espírito Lagoalva Branco.

Espírito Lagoalva Branco

“Muito aromático, vivo e irreverente, com notas de citrinos, alperce, apontamentos minerais. Bela presença de boca, misturando notas limonadas e vegetais, equilibrado, com fresca acidez citrina, num conjunto leve, fino, bastante atractivo. Tudo isto com apenas 12% de álcool e um preço revigorante…” … diz a Revista de Vinhos e eu subscrevo.

Bom apetite. Experimente e comente

Salada de lavagante com citrinos e abacate

Embora o tempo ainda não seja o ideal para saladas é sempre agradável para uma refeição ligeira ou mesmo uma entrada. Inspirado numa receita que vi no programa French Food at Home eis aqui a minha versão com uns ligeiros retoques.

Salada de lavagante com citrinos e abacate

Comprei dois bonitos lavagantes já cozidos e congelados em água do mar. O Lidl costuma ter uns importados do Canadá que são excelentes mas também pode comprar fresco e cozer.

Usei:

  • 2 lavagantes
  • uma toranja
  • uma laranja
  • um abacate
  • cebolinho
  • um pequeno arelho (alho francês selvagem)
  • manjericão
  • sumo de limão para o abacate

Arranjei os lavagantes e cortei a carne do corpo e das patas em pequenos pedaços.

Salada de abacate com citrinos e abacate

Cortei a toranja e a laranja em pequenos gomos tendo o cuidado de retirar as partes brancas.

Salada de lavagante com citrinos e abacate

Juntei o manjericão, o cebolinho e o arelho grosseiramente picados.

Salada de lavagante com citrinos e abacate

Abri o abacate e reguei com sumo de limão para não ficar acastanhado e moldei umas pequenas bolas. Juntei à mistura.

Salada de lavagante com citrinos e abacate

Temperei com o sumo dos citrinos e um pouco de azeite. Um pouco de pimenta moída, sal refinado e uns filamentos de açafrão. Envolvi com cuidado.

Salada de lavagante com citrinos e abacate

Acompanhei com um Rosé de Touriga Naciona da Quinta da Alorna!

Salada de lavagante com citrinos e abacate

Resultou muito bem. A doçura do lavagante e do abacate em contraste com a acidez dos citrinos e a frescura das ervas. Muita cor, diferentes texturas.

Experimente e comente! Bom apetite!

28º Festival Nacional de Gastronomia em Santarém – 13 de Outubro a 2 de Novembro de 2008

Decorre mais uma vez em Santarém o Festival Nacional de Gastronomia que já vai na sua 28ª edição. Seguindo o caminho iniciado no ano transacto o Festival tenta acompanhar a evolução natural dos prazeres da mesa, juntando tradição e inovação.

Às tradicionais tasquinhas junta-se nos dias 13, 14 e 15 de Outubro o IV Congresso Nacional dos Profissionais de Cozinha. No dia 16 o dia é da ARESP, Associação da Restauração e Similares de Portugal.

Dias do Festival:

  • 13/10 – 2ªfeira – Congresso
  • 14/10 – 3ª feira – Congresso
  • 15/10 – 4ª feira – Pastelaria
  • 16/10 – 5ª feira – Seminário ARESP
  • 17/10 – 6ª feira – Região Gastronómica do Ribatejo
  • 18/10 – Sábado – Espanha/Galiza
  • 19/10 – Domingo – São Tomé e Príncipe
  • 20/10 – Dia das Tasquinhas (não há almoço regional)
  • 21/10 – 3ª feira – Região Gastronómica do Douro
  • 22/10 – 4ª feira – Turismo de Lisboa
  • 23/10 – 5ª feira – Região Gastronómica do Alentejo
  • 24/10 – 6ª feira- Região Gastronómica da Beira Litoral
  • 25/10 – Sábado – Região Gastronómica do Minho
  • 26/10 – Domingo – Região Gastronómica de Trás-os-Montes
  • 27/10 – 2ª feira – Dia das Tasquinhas (não há almoço regional)
  • 28/10 – 3ª feira – Região Gastronómica da Beira Interior
  • 29/10 – 4ª feira – Região do Oeste
  • 30/10 – 5ª feira – Região da Serra da Estrela
  • 31/10 – 6ª feira – Região Gastronómica do Algarve
  • 01/11 – Sábado – Região Autónoma dos Açores
  • 02/11 – Domingo – Equipas Olímpicas de Cozinha

Informações úteis:

Horários:

2ª a 6ª feira e véspera de feriado: 12-16h / 19-24h (encerra das 16 às 19h)

Sábados e Domingos: 12-24h

Almoço Regional: 13 h na Casa do Campino

Reserva e aquisição dos almoços regionais a 27,50 euros cada, dia 2/11 a 38,50 cada.

Plenotur – Tel:243 333 022/38

Qualquer informação adicional que precisem não hesitem. Durante o festival tentarei deixar aqui mais algumas informações, receitas e as minhas impressões.

Não deixem de visitar Santarém e conhecer os belos monumentos e paisagens.

Lombos de pescada em molho cremoso e arroz basmati

Quem tem ou já teve crianças em casa sabe da dificuldade que é fazer com que comam peixe. É porque tem espinhas, tem pele, e o diabo a sete.

Como não abdico de que comam peixe, tento inovar o máximo possível e dar-lhes o peixe que eles gostam. Os lombos ou medalhões são uma solução recorrente e sempre bem sucedida.

Desta vez decidi inovar um pouco de modo e torná-los mais apelativos e originais.

Usei:

  • uma emabalagem de lombos/medalhões de pescada;
  • uma embalagem de creme de marisco;
  • leite, farinha Maizena e manteiga para o molho bechamel;
  • 2 ovos cozidos, queijo ralado para gratinar;
  • miolo de camarão;
  • sal, pimenta em grão e louro.

Lombos de pescada em molho cremoso e basmati

Em água aromatizada com sal, pimenta moída e uma folha de louro, cozi ligeiramente os lombos de pescada e reservei. Coloquei num tabuleiro de ir ao forno junto com miolo de camarão.

Lombos de pescada em molho cremoso e arroz basmati

Fiz um molho bechamel do modo habitual. À parte fiz um pacote de creme de marisco conforme as instruções mas juntei apenas cerca de 3/5 da água recomendada pois a ideia era juntar o creme ao molho bechamel.

Fui juntando aos poucos até me parecer que a textura e cor eram as desejadas e que o complemento de sabor entre o adocicado do bechamel e o salgado e apetitoso do creme estava “no ponto”.

Lombos de pescada em molho cremoso e arroz basmati

Reguei o peixe com o preparado. Juntei dois ovos cozidos partidos em pedaços pequenos para enriquecer o conjunto. Cobri com queijo ralado e levei a gratinar.

Lombos de mescada em molho cremoso e arroz basmati

Servi com um simples e aromático arroz basmati e uma salada mista de tomate e pepino.

Vinho branco - 1958 - Adega Cooperativa de Almeirim - Amigos do Balde

Harmonizei com um vinho branco ribatejano. O 1958 é uma edição especial e comemorativa dos 50 anos da Adega Cooperativa de Almeirim, limitada e numerada em que as características dos vinhos brancos do Ribatejo estão enaltecidas ao máximo. Fernão Pires e Tália numa simbiose refrescante e bem conseguida.

Bom apetite. Experimentem e comentem!

Entrecosto de porco preto com alho e rosmaninho

Esta é uma receita simples e deliciosa que vive muito da qualidade dos ingredientes.A suculência do porco e os aromas ricos do alho e do rosmaninho.

Entrecosto de porco preto com alho e rosmaninho

Usei umas maravilhosas peças de entrecosto de porco preto. Massa de alho, flor de rosmaninho, sal e pimenta. Bom vinho branco e bom azeite. Uma cabeça de alho e louro. Desta vez utilizei massa de alho de compra mas também pode fazê-la em casa, juntando alho e sal na picadora.

À massa de alho, juntei a flor de rosmaninho,uns pedaços de louro, um pouco de pimenta moída e um pouco de vinho branco.

Barrei generosamente a carne com esta mistura e coloquei-a em sacos de congelação para levar a marinar durante umas horas no frio. Retiro o ar dos sacos assegurando assim um contacto mais homogéneo da carne com a mistura.

Entrecosto com alho e rosmaninho - Amigos do Balde

Coloquei a carne num tabuleiro de ir ao forno. Reguei com mais um pouco de vinho branco e um fio de azeite. Juntei uma cabeça de alho partida ao meio que além de ser deliciosa assim, assada no forno, serve para decorar o prato.

Levei ao forno bem quente até estar bem crocante e estaladiço por fora.

Acompanhei com umas honestas batatinhas no forno e uma boa salada verde.

Harmonizei com um Vale da Torre tinto de 2005. Um vinho do enólogo Paulo Laureano, grande defensor das castas portuguesas. Este típico alentejano mostrou-se uma boa companhia para o entrecosto e é uma boa opção na relação qualidade/preço.

Vale da Torre 2005 - Amigos do Balde

Um grande almoço de Domingo!

Bom apetite! Experimentem e comentem!